Carta aos mortos
Acordei ao som da chuva que caía melancolicamente sobre a cidade, estava um pouco frio, então resolvi procurar algo com o qual pudesse me aquecer.
A escuridão pairava em meu quarto fazendo com que cenas de terror barato se refletissem em minha parede. O rádio-relógio marcava exatas 3 da manhã, o vermelho perturbador e ofuscante enfurecia meus olhos. Ele me trouxe a lembrança daquela noite novamente, meu amor, aquela em que te perdi. Isso me ascendeu vontade de escrever esta carta a você. A colocarei em seu túmulo para que esteja sempre a seu lado e que possas ter certeza sempre que desejar, que eu te amo e jamais te esquecerei.
Estranho, acabo de ouvir um barulho, mas estou sozinho em casa, aguarde um minuto, logo voltarei, só vou verificar o que está acontecendo...
Ahhhhhh!!
Meu amor desculpe a demora e a letra que agora não está muito legível. Serei breve, pois não sei quanto tempo ainda me resta de vida, minha respiração está ofegante e não consigo ver o que escrevo, apagaram as luzes.
Ocorreu-me que um senhor, que não pude ver o rosto, invadiu minha casa e ao descer as escadas, encravou-me uma faca às costas. Bem, não tive forças para ir até ele que seguiu em direção à cozinha, provavelmente destruir as provas do crime. Antes de partir ele me disse algo a seu respeito, acho que era: “Ela morreu e pagou por sua irresponsabilidade e se ama-a tanto quanto sempre afirma, já é tempo de ir se encontrar com ela.” E saiu.
Sei que não devia dirigir embriagado, mas não tive culpa daquele carro ter invadido a contra mão. Desculpe meu amor, logo estarei aí com você e poderei novamente abraçar-lhe.
Creio que não poderei colocar esta carta onde antes planejei, então deixarei-a comigo e levarei até você para que saiba que até na morte desejo e amo você.
Espere mais um minuto, tem um carro dando a partida. Já volto...
...amor, você tem que ser forte, acabo de ver o rosto de meu assassino. Se lembre, ele não é culpado, talvez ele também não tenha suportado te perder. Acho que não consigo escrever por mais tempo. Está difícil respirar. Bom, aquele homem era...
...seu pai.
2 Comentários:
Opa! Firme e forte nos poemas...
Isso aí!
Gostei desse também, mesmo ficando com uma raiva do sogrão... hehehe
Culpar o cara pela morte da filha? Uhm, um pouco egoísta da parte dele...
Mas ok...
Quero ver mais hein!!!
Bjão melzinho!!!
e ae!
eu ñ cv mto com vc neh....mas nao eh por isso q eu ia deixar de comentar de uma coisa mto bem feita e legal.......
parabens ae.....
continue fazendo isso ae q eh mto doido.........
Leo(do msn)
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