Almas doentias
Meus doces sonhos novamente se foram.
Aquele fantasma volta a me atormentar.
Pensei que sua alma estivesse adormecendo no céu.
Imaginei que estivesse descansando em paz.
Mas ele voltou e não do paraíso.
Voltastes das profundezas da terra.
Onde nenhuma alma jamais se libertou.
Mas quando o desejo fala mais alto.
A força cede. As barreiras são ultrapassadas.
Esta alma ressuscitou
E teima em me desesperar.
Porque voltou quando já estava esquecendo?
Será que terei sempre que levar comigo
A lembrança de sua face gélida,
Sua vida hipócrita e coração doentio.
Porque então, já que voltaste,
Não se entrega e volta de corpo inteiro?
Porque vir por meio de outros corpos.
Outra boca, outra voz.
Apareça para mim, à minha frente.
E me faça acreditar que realmente vai voltar.
Para sempre. Que não vai me decepcionar.
Que vai me amar e me matar.
Trazer-me de volta à vida
E deixar minha alma, no momento certo,
Padecer a seu lado para sempre, meu amor.

1 Comentários:
Percebi que vc, ao menos em mesmas épocas não sei, se prende nos moldes; morte, almas e amor. Era na conturbada época de amores contorcidos? Talvez né?
Mas eu gosto, ainda expressa um que de horror, mesmo que não tendo por esse lado em vista, mas, que pra quem o lê imagina inumeras coisas.
Espero pelo próximo poema...
E logo eu coloco aquele seu lá no meu ok?
Bjão melzinho... e vc me deixou curioso viu? Depois me conta o que é...
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