Desespero

Nuvens de prata encobrem o céu,
Escurecem meu dia.
O sol não brilha mais,
Está frio, nem mesmo o fogo me aquece.
O vento sopra em meu rosto,
Sinto seu perfume vir com ele.
Sinto a frieza de seus sentimentos.
Cai a noite
O negro dela me lembra seus olhos.
Parece-me um abismo
E nele me jogo sem pensar.
Afogo-me no breu de seu amor.
Caio assim num infinito de obsessão.
Posso sentir seu toque, suas mãos na minha.
Dizendo que segure firme,
Que jamais deixe de acreditar
Que estará sempre a meu lado,
Que segurará em minhas mãos,
Que mesmo na mais fria das noites,
Poderei assim, sentir seu calor,
Seu amor.
Volto a mim e te vejo a minha frente.
Deitada, fria, imóvel.
O dia esta nublado.
Uma lágrima quente escorre sobre minha face.
Vejo-a cair levemente e tocar suavemente sua face gélida.
O vento sopra novamente,
Congelando não só aquela lágrima em sua face,
Junto a ela, congela também todo meu amor.
Todo o meu sentimento.
Sinto uma pontada em meu coração.
Já não consigo mais te ver.
Onde estará meu amor?
Só te vejo em pensamentos.
Mas como? Eles também já não fazem mais sentido.
Está tudo tão frio.
Não sinto mais meu corpo.
Só percebo que estou deitada, caída sobre seu peito,
Adormecida para sempre a seu lado, meu amor.

1 Comentários:
Ei melzinho!
Eu já conhecia esse seu texto. Vc já havia me mandado... Ele é triste, mas, como a tristeza possuia uma parte muito linda na poesia, eu gosto. Uma parte que faz as vezes pensarmos no que tudo está por vir, ou pelo menos, pode acontecer.
Bjão pra vc linda!!!
Quando der aparece no meu viu? Eu estarei sempre pelo seu, vou colocar um link pra ele no meu...
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